Essa bola vai rolar O mundo é um tapete verde Quando a bola chega lá Coração fica na rede, Na rede, na rede Ola, ola! La la la la la (6x) La! I dare you Leggo (4x) Feel how the planet become one Beats like a drum to the same rhythm Hear the whistle kick the ball The entire world soars like an eagle In Rio we play like we dance Only today there's no tomorrow Leave all behind in this place There's no space for fear or sorrow Is it true that you want it? Then act like you mean it With everyone watching It's truth or dare, can you feel it? La la la la la (6x) La! I dare you Leggo (2x) You have arrived it's the place No more doubts the time is coming Feel how the planet become one Like a drum destiny's calling German, Colombians Spanish and French Off the bench you gotta own it Down here we play like we dance It's Brazil and now you know it Is it true that you want it? Then act like you mean it With everyone watching It's truth or dare, can you feel it? La la la la la (6x) La! I dare you Is it true that you want it? Then act like you mean it With everyone watching It's truth or dare, can you feel it? La la la la la (6x) La! I dare you Leggo (4x) |
A Fúria do Açúcar
Adelaide Ferreira
Ala dos Namorados
Alexandra
Alice Amaro
Ana
Ana Faria
António Calvário
António Variações
Artur Garcia
Blasted Mechanism
Blá Blá Blá
Cabeças no Ar
Carlos Paião
Carlos Paredes
Cebola Mol
Censurados
Clemente
Cândida Branca Flor
Da Weasel
Deolinda
Diapasão
Doce
Duo Ouro Negro
Duo Sãolindas
Eduardo Mourato
Emanuel Casimiro
Ena Pá 2000
Entre Aspas
Erika
Fausto
Fernando Correia Marques
Fernando Tordo
Francisco José
Graciano Saga
Guilherme Kjolner
Henrique Feist
Herman José
Heróis do Mar
Homens da Luta
Humanos
Hélio dos Passos
Iris
Irmãos Catita
Irmões Caxias
Jorge Cruz
José Cid
José Malhoa
Júlio Miguel e Lêninha
Lena d'Água
Linda Maria
MAU
Madalena Iglésias
Madredeus
Mamonas Assassinas
Marco Paulo
Mata-Ratos
Meninos d'Avó
Nel Monteiro
Nelo Silva e Cristiana
Nicolau Breyner
Ornatos Violeta
Paulo Bragança
Paulo de Carvalho
Pedro Malagueta
Peste e Sida
Porquinhos da Ilda
Quim Barreiros
Quinta do Bill
Romana
Rui Veloso
Ruth Marlene
Rão Kyao
Sérgio Borges
Sérgio Godinho
Sétimo Céu
Taxi
Tayti
Tonicha
Tony de Matos
Toranja
Toy
Vanessa
Vitorino
Vários Artistas
Vânia Fernandes
Xutos e Pontapés
Zimbro
Ágata
La la la
Fausto | O romance de Diogo Soares
Diogo Soares O grande general Chamado "o Galego" O homem dos olhares fatais Comanda sessenta mil homens De terras estranhas Vencedo e lutando Por quem paga mais Eficaz nos sermões Insinuante pois Ganhou a simpatia De príncipes e samurais Já é governador Do reino de Pegu Mais forte do que o rei Mais rico por golpes mestrais Naquela cidade Vivia um mercador De nome Mambogoá De fortuna sem fim E naquele dia O dia das bodas Casava uma filha Com Manica Mandarim Diogo Soares passou por ali Ao saber da festa Felicitou noivos e pais E a noiva tão linda Ofereceu-lhe um anel Agradecendo a honra Por gestos puros e sensuais Então o galego Em vez de guardar O devido decoro Prendeu-a e disse-lhe assim: "Ó moça formosa És minha, só minha A ninguém pertences A ninguém, senão a mim" O pai Mambogoá Ao ver pegar o bruto Tão rijo na filha Ouvindo este insulto de espanto Levantou as mãos aos céus Os joelhos em terra No retrato da dor Pedindo e implorando num pranto "Eu peço-te Senhor Por reverência a Deus Que adoras concebido No ventre sem mancha e pecado Não tomes minha filha Não leves meu tesouro Que eu morro de paixão Que eu morro tão abandonado" Mas Diogo Soares Mandou matar o noivo Que chorava abraçado À moça assustada Tremendo E a noiva estrangulou-se Numa fita de seda Antes que a possuísse À força o sensual galego A terra e os ares Tremeram com os gritos Do choro das mulheres Tamanhos que metiam medo E o pai Mambogoá Pedindo pelas ruas Justiça ao assassino Acorda a cidade em sossego: "Ó gentes Ó gentes Saí como raios Na ira das chuvas Na ventania do açoite E o fogo consuma Seus últimos dias E lhe despedace As carnes no meio da noite" Em menos de um credo Numa grande grita P'lo amor dos aflitos Juntou-se ao velho o povo inteiro Com tamanho furor E sede de vingança Arrastaram-no preso Diogo Soares ao terreiro E o povo a clamar Que a sua veia seja Tão vazia de sangue De quanto está o inferno cheio E subiu ao cadafalso Cada degrau beijou Murmurando baixinho O nome de Jesus a meio Seu filho Baltasar Soares Que vinha de casa O qual vendo assim Levar seu pai Lançou-se aos seus pés a chorar E por largo tempo abraçados No abraço dos mortais "Senhor porque vos levam Cruéis e vingativos Senhor porque vos batem E porque vos matam medonhos?" "Pergunta-o aos meus pecados Que eles to dirão Que eu vou já de maneira Que tudo me parece um sonho" E foram tantas pedras Sobre o padacente Que este morreu bramindo O rosário dos seus pecados Ensopado na baba Do ódio dos homens Escuma animal De todos os cães esfaimados As crianças e os moços Trouxeram seu corpo Sem vida pelas ruas Arrastado pela garganta E a gente dava esmola Oferecida aos meninos Dava como se fosse Uma obra muito pia e santa Assim terminam os anais Do grande general Chamado "o Galego" O homem dos olhares fatais |
Alice Amaro e Linda Maria | Linda-a-Pastora e Linda-a-Velha
(Alice Amaro) Na alegre mocidade É que eu busco o meu fado É que eu busco o meu fado (Linda Maria) E eu vivo da saudade Dos tempos do passado Dos tempos do passado (Alice Amaro) O sol da Primavera Aquece os meus descantes Aquece os meus descantes (Linda Maria) Voltar, voltar ai quem me dera A ser o que era d'antes A ser o que era d'antes (Alice Amaro) Sou Linda-a-Pastora No meu rosto em flor Trago a luz da aurora Trago a luz da aurora A palpitar de amor De amor (Linda Maria) Eu sou Linda-a-Velha Por se ver ainda Que apesar de tão velhinha Triste e pobrezinha Também já fui linda (Alice Amaro) No meu frescor eterno Eu sou eterno estilo Eu sou eterno estilo (Linda Maria) E eu sou o triste Inverno Que vive à neve e ao frio Que vive à neve e ao frio (Alice Amaro) Eu vivo só de enganos Num sonho cristalino Num sonho cristalino (Linda Maria) Morrer, morrer de tantos anos Será o meu destino Será o meu destino (Alice Amaro) Sou Linda-a-pastora No meu rosto em flor Trago a luz da aurora Trago a luz da aurora A palpitar de amor De amor (Linda Maria) Eu sou Linda-a-Velha Por se ver ainda Que apesar de tão velhinha Triste e pobrezinha Também já fui linda (Ambas) Sou Linda-a-pastora No meu rosto em flor Trago a luz da aurora Trago a luz da aurora A palpitar de amor De amor Eu sou Linda-a-Velha Por se ver ainda Que apesar de tão velhinha Triste e pobrezinha Também já fui linda |
Emanuel Casimiro & Os Farilhões da Berlenga | Eu atropelei o Pai Natal
Na quadra Natalícia não como bolo-rei Prefiro leite creme mas juro que não sou gay Sou um homem a sério e como leitão assado Se não for muito tarde, senão fico agoniado Ía pela estrada.. Quando apareceu vindo do nada Um velho de roupa encarnada Guinei o carro e dei-lhe uma trolitada (Guinou o carro e deu-lhe uma trolitada) Tinha uma rena que correu para seu lado Seus olhos brilhavam ao ver seu dono estendido Parecia o bambi no desenho animado Cortei-lhe a cabeça com um machado afiado Ah, e os anóes... A rebolar aos trambolhões Pareciam ser milhões Afinal era só um ou dois Eu atropelei o Pai Natal Mas por pouco nem lhe acertava Tive que subir um passeio Para lhe dar uma porrada mesmo em cheio Eu atropelei o Pai Natal Projetei-o pelo ar uns metros Há sempre algo que me anima Quando o Natal se aproxima Ai, o que é que eu fiz... Se não o matei foi por um triz Talvez ele não tenha visto quem é que o atropelou Talvez se levante e diga oh oh oh (Talvez se levante e diga oh oh oh) Agora o Pai Natal já não desce pela chaminé Está de baixa há um ano, passa a vida no café Vamos ter de comprar os nossos próprios presentes Também há o Jesus, mas isso é só para os crentes Ai o Jesus... Que um dia nasceu em Belém Esvaiu-se em sangue na cruz Não pode entregar prendas a ninguém Eu atropelei o Pai Natal Mas por pouco nem lhe acertava Tive que subir um passeio Para lhe dar uma porrada mesmo em cheio Eu atropelei o Pai Natal Projetei-o pelo ar uns metros Há sempre algo que me anima Quando o natal se aproxima |
Fausto | Os soldados de Baco
Estes vêm feros E amotinados Aqueles andam bravos Muito acossados Estes são mais grossos Em algazarras Os outros mais tamanhos E estendem as garras Os bandarras (Os bailarinos) Os baptizados (Os babuínos) Os levantados (Os paladinos) Todos provocam malditos aos gritos E há um rapino de pulo Escaramuçam larápios (Bate bate sobre a terra sobre os céus) Todos acodem a uma Muzungos cafres e arábios (Pega pega pelas almas pelos céus) Uns sem lei nem costumes Mostram as partes traseiras (Bate bate sobre a terra sobre os céus) E tanta gente responde Mostram-te as partes grosseiras (Pega pega pelas almas pelos céus) Andam em roubos e desnudam Os que vão derradeiros (Bate bate sobre a terra sobre os céus) Dão de focinhos no chão Dados por golpes rasteiros (Pega pega pelas almas pelos céus) Vivem de muito as vidas na vida Hão-de viver como soldados de Baco na terra Nunca a paz é a paz toda enfeitada de guerra (Enfeitada) Como um qualquer Deus Toda enfeitada de breu Estes saltam brutos Como bugias Aqueles fazem cruas Carniçarias Esses muito indígenas E carniceiros Os outros sanguinários Muito estrangeiros Os quadrilheiros (Os esgrimidos) Os acossados (Os carcomidos) Os vergastados (Os corrompidos) Todos em sangue lavados aos brados E alguns dão Santiago Dão nos bons e nos maus (Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor) E todos enchem o ar O céu de pedras e paus (Mata! Esfola! Misericórdia Senhor) Uns varados dos peitos Do espinhaço à outra parte (Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor) Tantas cabeças ao talho À força dos bacamartes (Mata! Esfola! Misericórdia Senhor) Vão fustigados os braços As pernas e outros lugares (Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor) Dão nos contrários uivando Golpes mortais aos milhares (Mata! Esfola! Misericórdia Senhor) Morrem de muitas mortes e à morte Hão-de morrer como Soldados de Baco na terra Nunca a paz é a paz Toda enfeitada de guerra (Enfeitada) Como um qualquer Deus Toda enfeitada... E alguns afrouxam calados Cortados pelas gargantas (Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor) Todos vomitam de si Chuvas de setas e lanças (Mata! Esfola! Misericórdia Senhor) Uns vão de crânios abertos Com as medulas de fora (Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor) Tantas ossadas e carnes Que a lama engole e devora (Mata! Esfola! Misericórdia Senhor) Morrem de muitas mortes E à morte Hão-de morrer como Soldados de Baco na terra Nunca a paz é a paz Toda enfeitada de guerra (Enfeitada) Como um qualquer Deus Toda enfeitada de breu Toda enfeitada de breu |
Tony de Matos | Calmaria
Lembro cantigas antigas Que marcam o tempo Bocados da vida vivida Bela como o vento Guardem segredos de mim Sonhos, vendavais Ofereço, pelo amor de dar Muito mais, sempre mais E tranquilo Conheço a diferença Das coisas iguais Cantar é muito mais que profissão É dar a voz ao mundo por ter sentido Que não é bom esperar pela solidão Porque ela só aumenta o já sofrido O vendaval ficou E o que resta é a nau do meu amor Que é melodia intemporal É ter a alma em festa Remando o dia de hoje em calmaria Vivo a alegria profunda do vivo cantar Em momentos que fazem amigos Tão bons de lembrar Brindando com eles à saúde De toda uma vida Afasto da minha memória A dor e a ferida E tranquilo Festejo a vitória Por mim conseguida O vendaval ficou E o que resta é a nau do meu amor Que é melodia intemporal É ter a alma em festa Remando o dia de hoje em calmaria Cantar é muito mais que profissão É dar a voz ao mundo por ter sentido Que não é bom esperar pela solidão Porque ela só aumenta o já sofrido ... Cantar é muito mais que profissão É dar a voz ao mundo por ter sentido Que não é bom esperar pela solidão Porque ela só aumenta o já sofrido |
Homens da Luta | E o povo, pá?
Dá-lhe, Falâncio, pá (Tou-lhe a dar,pá) Pois é camaradas, pá Chegou a luta, pá, p'ra provar que a cantiga ainda é uma arma, pá E que deve e que pode reflectir os anseios do proletariado nacional nestas alturas de grande crise, pá A luta vai meter a boca no megafone p'ra explicar aqui nesta cantiga, pá quais é que são os problemas que realmente afectam a nação, pá Então cá vai É o desemprego, pá Corrupção, pá Endividamento, pá A depressão, pá O aquecimento, pá A recessão, pá E como se isto não bastasse A reacção, pá E os oprimidos, pá? Os endividados, pá? Os suprimidos, pá? Os separados, pá? Os desvalidos, pá? Desalinhados, pá? E os sem-abrigo, Coitadinhos dormem no chão, pá E o povo, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? Quero dinheiro p'ra comprar um carro novo E o povo, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? Quero dinheiro p'ra comprar um carro novo São indigentes, pá São insolventes, pá São repetentes, pá Delinquentes, pá É só aumentos, pá Despedimentos, pá Aluimentos, pá Desinvestimentos, pá E os camponeses, pá? E os professores, pá? E os reformados, pá? E os pescadores, pá? E os subsídios, pá? E os ordenados, pá? E as dívidas e os créditos mal parados, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? Quero dinheiro p'ra comprar um carro novo E o povo, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? Quero dinheiro p'ra comprar um carro novo Ah pois quero, pá O povo também quer Ferraris, pá (Pois quer, pá) O povo também quer Mazerattis e Bentleys e Lamborghinis, pá (Muito bem, pá) Porque é que hão-de ser só os jogadores da bola a ter, pá? O povo também quer o novo SLK 200 da Mercedes, pá (Apoiado, pá) O povo também quer um BMW Z3, pá (Ou um Z4, pá) Aquele muita fino com os estofos cremes em pele, pá, e c'a manete das mudanças em marfim, pá (Eh, c'a bonito, pá) O povo também quer o novo Audi A8 com motor V12, pá Gasta 35 litros aos 100, mas dá a volta a 270 na auto-estrada, pá (É uma g'anda bomba, pá) O povo também trabalha, pá E o povo, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? Quero dinheiro p'ra comprar um carro novo E o povo, pá? E o povo, pá? E o povo, pá? Quero dinheiro p'ra comprar um carro novo |
Paulo Bragança | O farol (da cruz de sal)
Minh'alma está num farol Meus olhos postos no mar E além no sol, vai o teu olhar Amargo sabor de sal Amargo branco fatal E além no sol, vai o nosso olhar Sou um traço quebrado Um losango partido No mar esquecido Serei cruz encravada Em rocha salgada Ao vento amarrado ... Minh'alma é um estandarte Que anseia por te encontrar Pois faltas tu e o teu olhar Lá vem mais um grande amor Lá vem mais um temporal Fica a dor nesta cruz de sal Sou um traço quebrado Um losango partido No mar esquecido Serei cruz encravada Em rocha salgada Ao vento amarrado ... Lá vem mais um grande amor Lá vem mais um temporal Fica a dor nesta cruz de sal ... |
Madalena Iglésias | Ele e ela
Sei quem ele é Ele é bom rapaz Um pouco tímido até Vivia no sonho de encontrar o amor Pois seu coração pedia mais Mais calor Ela apareceu E a beleza dela Desde logo o prendeu Gostam um do outro e agora ele diz Que alcançou na vida o maior bem É feliz Só pensa nela A toda a hora Sonha com ela P'la noite fora Chora por ela Se ela não vem Só fala dela Cada momento Vive com ela No pensamento Ele sem ela Não é ninguém Sei quem ele é Ele é bom rapaz Um pouco tímido até Vivia no sonho de encontrar o amor Pois seu coração pedia mais Mais calor Ela apareceu E a beleza dela Desde logo o prendeu Gostam um do outro e agora ele diz Que alcançou na vida o maior bem É feliz Só pensa nela A toda a hora Sonha com ela P'la noite fora Chora por ela Se ela não vem Só fala dela Cada momento Vive com ela No pensamento Ele sem ela Não é ninguém Ele sem ela Não é ninguém Ele sem ela Não é ninguém Ninguém Ninguém |
Marco Paulo | Susana
Não mereces os meus beijos Nem as prendas que te dou Maltrataste e desprezaste Cada homem que te amou Para amar-te como eu amo Só um louco como eu sou Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Eu bem sei que fazer gala Em fingir que não me vês Porque sabes que eu aceito Qualquer esmola que me dês Para amar-te como eu amo Só um louco como eu sou Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Não mereces os meus beijos Nem as prendas que te dou Maltrataste e desprezaste Cada homem que te amou Para amar-te como eu amo Só um louco como eu sou Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Oh, oh, oh... Eu bem sei que fazer gala Em fingir que não me vês Porque sabes que eu aceito Qualquer esmola que me dês Para amar-te como eu amo Só um louco como eu sou Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar Susana, Susana, Susana Sou doido por te amar... |
Ágata | Escrito no céu
(Está escrito no céu (Que eu hei-de ser tua e tu serás meu) (E que ninguém apaga o que Deus escreveu) (E que ninguém apaga o que Deus escreveu) Dizes que entre nós os dois Há uma força estranha E que temos almas gémeas E sonho iguais Tu mesmo sabendo que outro Tem a minha cama Dizes que me amas Ai, cada vez mais Dizes que nossos caminhos Eram paralelos Mas que estava destinado Irem-se encontrar E que é tempo de acertarmos Os amores trocados Pois é lado a lado Que devemos estar Puseste meu coração Meio dividido Um lado está contigo E outro não quer estar Está escrito no céu Que eu hei-de ser tua e tu serás meu E que ninguém apaga o que Deus escreveu E que ninguém apaga o que Deus escreveu Está escrito no céu O meu nome junto, juntinho do teu E que ninguém apaga o que Deus escreveu Tu dizes que está escrito Está escrito no céu Está escrito no céu Dizes que sou o que falta P'ra ficar completa Tua vida, tua obra e tua missão E mesmo sabendo que outro Me tem cem por cento Tu dizes que o tempo Te vai dar razão Que eu hei-de ir ao teu encontro Por telepatia E eu vejo que a certeza Mora em teu olhar E quer seja por encanto Ou seja por magia Sinto que do outro Me estou a afastar E meu peito pouco a pouco Está sucumbindo Um lado está contigo E outro quase está Está escrito no céu Que eu hei-de ser tua e tu serás meu E que ninguém apaga o que Deus escreveu E que ninguém apaga o que Deus escreveu Está escrito no céu O meu nome junto, juntinho do teu E que ninguém apaga o que Deus escreveu Tu dizes que está escrito Está escrito no céu Está escrito no céu Dizes todas estas coisas Tão naturalmente Tão certo que um grande amor Nos irá juntar Mesmo sabendo que o outro Já tudo pressente E vai fazer tudo P'ra me reconquistar Tu bem tens essa certeza Que tanto me inquieta Mas que me desperta Vontade de te amar Está escrito no céu Que eu hei-de ser tua e tu serás meu E que ninguém apaga o que Deus escreveu E que ninguém apaga o que Deus escreveu Está escrito no céu O meu nome junto, juntinho do teu E que ninguém apaga o que Deus escreveu Tu dizes que está escrito Está escrito no céu... |
Madredeus | Alfama
Agora Que lembro As horas ao longo do tempo Desejo Voltar Voltar a ti, desejo-te encontrar Esquecida Em cada dia que passa Nunca mais revi a graça Dos teus olhos que eu amei Má sorte Foi amor que não retive E se calhar distraí-me Qualquer coisa que encontrei ... Esquecida Em cada dia que passa Nunca mais revi a graça Dos teus olhos que eu amei Má sorte Foi amor que não retive E se calhar distraí-me Qualquer coisa que encontrei |
Entre Aspas | Perfume
Esse perfume me persegue Quente, forte e subtil Passeia por mim livremente Como se fosse gentil Se me aperece de repente Inspiro-o profundamente Para desvendá-lo Para decifrá-lo Queria agarrá-lo Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir P'ra não fugir P'ra não fugir P'ra não fugir P'ra não fugir ... Mas ele insiste, ele insiste Brinca comigo devagar Leva-me à minha memória Convida-me a divagar Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir P'ra não fugir P'ra não fugir P'ra não fugir P'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir Queria agarrá-lo Metê-lo no meu frasco Fechá-lo bem p'ra não fugir |
Alexandra | Até amanhecer
Fecha a porta dos teus braços Abre a luz do meu olhar Abre as asas do meu sonho, amor Deixa o teu corpo voar Fecha a porta do meu medo Abre a luz do meu desejo Abre as janelas do sonho, amor Em segredo dá-me um beijo Faz desta loucura A noite mais eterna de ternura Ajuda-me a encontrar-te e a perder O medo de acordar e não te ver Ajuda-me a fazer deste segundo A hora mais eterna deste mundo Depois adormecer contigo aqui No sonho mais profundo que dormi Até amanhecer... Fecha a porta do meu quarto Abre a luz do meu prazer Abre as janelas do tempo, amor Fica até amanhecer Faz desta loucura A noite mais eterna de ternura Ajuda-me a encontrar-te e a perder O medo de acordar e não te ver Até amanhecer... Faz desta loucura A noite mais eterna de ternura Ajuda-me a encontrar-te e a perder O medo de acordar e não te ver Ajuda-me a fazer deste segundo A hora mais eterna deste mundo Depois adormecer contigo aqui No sonho mais profundo que dormi Até amanhecer... |
Heróis do Mar | Paixão
Jurei ser eu O teu luar Brilhar, só eu No teu olhar Paixão, paixão Não vais fugir de mim Serás paixão Até ao fim Paixão, paixão Não vais fugir de mim Serás paixão Até ao fim Oh, por favor Vá lá, sorri Dou-te esta flor Um beijo a ti Paixão, paixão Não vais fugir de mim Serás paixão Até ao fim Paixão, paixão Não vais fugir de mim Serás paixão Até ao fim Paixão, paixão Não vais fugir de mim Serás paixão Até ao fim... |
Cebola Mol | Os meus irmões baterem-me
Aaaaaah... E vierem os mês irmões de França E todos a mandarem-me pedras E a fugirem atrás de mim em roulottes Para me baterem-me de propósito Porque eu ser um cigano Que não fazera as coisas como deve de ser Aaaaaah... E ser uma desgraça para toda a raça cigana E os mês primos gozarem comigo quando eu ía na rua E depois amandarem-me com pedras E fazerem mal ao mês sobrinhos E aos meus irmões e aos mês cães Aaaaaaah Sou tão cigaaaano E depois virem os mês tios e o os mês primos Armados com caçadeiras e com fisgas E amandarem-me com pedras E todos os mês irmões e mês primos darem-me porrada E amandarem-me com a cabeça p'ás poças Por eu ser uma vergonha para toda a raça cigana Aaaaaaah... Porque é que os meus irmões me baterem-me? Aaaaaaah... Olé! |
Ágata | Maldito amor
Maldito amor que me enlouqueces Às vezes parece que fazes bruxedo Pois é tão grande o sentimento Que sinto cá dentro, te amo com medo Maldito amor que já não queria Fizeste magia e agora receio Sofrer mais outro desengano Não sei se te amo mais do que te odeio Bendita hora que tu deixaste a minha vida Pois era a separação a única saida Porque p'ra mim um mais um são dois e não são três Bendita a hora que tu foste embora de vez Maldito dia que eu te deixei regressar A cicatriz mal se via e agora vão voltar As noites de insonia, de espera de pura maldição Maldito dia em que eu abri outra excepção Maldito amor que me enlouqueces Às vezes parece que fazes bruxedo Pois é tão grande o sentimento Que sinto cá dentro, te amo com medo Maldito amor que já não queria Fizeste magia e agora receio Sofrer mais outro desengano Não sei se te amo mais do que te odeio Bendita hora que nós achámos solução Não se podia viver num clima de traição Nessa mentira cortante que nos ía matando Nessa dúvida constante que nos foi separando Maldito dia que eu não quis ver a verdade E pensei que tu voltavas de livre vontade Vieste porque outro alguém te fez o mesmo a ti Maldito dia que eu te deixei voltar pra mim Maldito amor que me enlouqueces Às vezes parece que fazes bruxedo Pois é tão grande o sentimento Que sinto cá dentro, te amo com medo Maldito amor que já não queria Fizeste magia e agora receio Sofrer mais outro desengano Não sei se te amo mais do que te odeio |
Tayti | Mexe o tutu
Tu-tu-tu-tu Tu-tu tu-tu-tu-tu Tu-tu-tu-tu Tu-tu tu-tu-tu-tu Tu-tu-tu-tu Se queres dançar comigo Esta dança bem moderna Mexe o tutu Abaixo do umbigo Dá à anca, dá à perna Mexe o tutu Faz o que eu te digo Logo vês que vale a pena E não faz mal nenhum Agora mexe o tutuzinho E bem mexidinho Mexe o tutuzinho No compasso da canção Agora mexe o tutuzinho E bem mexidinho Mexe o tutuzinho Como diz este refrão Tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu tu-tu-tu-tu Tu-tu-tu-tu Salta para a pista Não sejas envergonhado Mexe o tutu Vê se me conquistas Com o teu bamboleado Mexe o tutu Faz como eu te digo Vais ver que dá resultado E não faz mal nenhum Agora mexe o tutuzinho E bem mexidinho Mexe o tutuzinho No compasso da canção Agora mexe o tutuzinho E bem mexidinho Mexe o tutuzinho Como diz este refrão Tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu tu-tu-tu-tu Tu-tu-tu-tu ... Mexe o tutuzinho E bem mexidinho Mexe o tutuzinho No compasso da canção Agora mexe o tutuzinho E bem mexidinho Mexe o tutuzinho Como diz este refrão Tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu-tu-tu Mexe o tutu Tu-tu tu-tu-tu-tu Mexe o tutu... |
Herman José | És tão boa
És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa Teus olhos são pecado Teu rosto enfeitiçado De tanto e aveludado brilho Sorriso de arlequim Com dentes de marfim Deus fez-te boa assim com'ó milho O teu sabor a mel O cheiro dessa pele Causa inevitável sarilho Viver sem ti dá stress Toda a gente se esquece fazia-te, se pudesse, um filho És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa ... És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa Teus olhos são pecado Teu rosto enfeitiçado De tanto e aveludado brilho Sorriso de arlequim Com dentes de marfim Deus fez-te boa assim com'ó milho O teu sabor a mel O cheiro dessa pele Causa inevitável sarilho Viver sem ti dá stress Toda a gente se esquece fazia-te, se pudesse, um filho És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa És tão boa, és tão boa |
Ana Faria | Canção do Luís
O Luisinho quer passear Desde manhã até ao deitar Quer ir a Roma, Madrid e Berna Londres, Bruxelas, Bona e Viena Não pode ir a todas as capitais Tem que escolher a que gosta mais O Luís, o Luís quer ir a Paris O Luís, o Luís quer ir a Paris Um dia o pai fez-lhe a vontade Quando achou que ele já tinha idade Foi a Paris, andou pelas pontes Jardins e praças, estatuas e fontes Visitou Mont Mapfre e St. Michel Subiu ao cimo da Torre Eiffel O Luís, o Luís já foi a Paris O Luís, o Luís já foi a Paris Quando saíu do Eliseu Foi ver o Louvre que é um museu Estava a Geoconda Numa moldura Ria sem mostrar a dentadura O Luís contou-lhe uma piada A Geoconda riu à gargalhada O Luís, o Luís já foi a Paris O Luís, o Luís já foi a Paris Estava com sede no bar do teatro Pediu um chá, trouxeram-lhe um gato O pai desse: filho, para a outra vez Antes de vires, aprendes Francês Remédio santo, quando tem lição O Luisinho já dá atenção O Luís, o Luís já foi a Paris O Luís, o Luís já foi a Paris |