La la la

Essa bola vai rolar
O mundo é um tapete verde
Quando a bola chega lá
Coração fica na rede,
Na rede, na rede
Ola, ola!

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Leggo (4x)

Feel how the planet
become one
Beats like a drum
to the same rhythm

Hear the whistle
kick the ball
The entire world
soars like an eagle

In Rio we play
like we dance
Only today
there's no tomorrow

Leave all behind
in this place
There's no space
for fear or sorrow

Is it true that you want it?
Then act like you mean it
With everyone watching
It's truth or dare, can you feel it?

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Leggo (2x)

You have arrived
it's the place
No more doubts
the time is coming

Feel how the planet
become one
Like a drum
destiny's calling

German, Colombians
Spanish and French
Off the bench
you gotta own it

Down here we play
like we dance
It's Brazil
and now you know it

Is it true that you want it?
Then act like you mean it
With everyone watching
It's truth or dare, can you feel it?

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Is it true that you want it?
Then act like you mean it
With everyone watching
It's truth or dare, can you feel it?

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Leggo (4x)

Fausto | O romance de Diogo Soares

Diogo Soares
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais

Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencedo e lutando
Por quem paga mais

Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais

Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais

Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim

E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim

Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais

E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais

Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:

"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim"

O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto

Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto

"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado

Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado"

Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustada
Tremendo

E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego

A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo

E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego:

"Ó gentes Ó gentes
Saí como raios
Na ira das chuvas
Na ventania do açoite

E o fogo consuma
Seus últimos dias
E lhe despedace
As carnes no meio da noite"

Em menos de um credo
Numa grande grita
P'lo amor dos aflitos
Juntou-se ao velho o povo inteiro

Com tamanho furor
E sede de vingança
Arrastaram-no preso
Diogo Soares ao terreiro

E o povo a clamar
Que a sua veia seja
Tão vazia de sangue
De quanto está o inferno cheio

E subiu ao cadafalso
Cada degrau beijou
Murmurando baixinho
O nome de Jesus a meio

Seu filho Baltasar Soares
Que vinha de casa
O qual vendo assim
Levar seu pai

Lançou-se aos seus pés a chorar
E por largo tempo abraçados
No abraço dos mortais

"Senhor porque vos levam
Cruéis e vingativos
Senhor porque vos batem
E porque vos matam medonhos?"

"Pergunta-o aos meus pecados
Que eles to dirão
Que eu vou já de maneira
Que tudo me parece um sonho"

E foram tantas pedras
Sobre o padacente
Que este morreu bramindo
O rosário dos seus pecados

Ensopado na baba
Do ódio dos homens
Escuma animal
De todos os cães esfaimados

As crianças e os moços
Trouxeram seu corpo
Sem vida pelas ruas
Arrastado pela garganta

E a gente dava esmola
Oferecida aos meninos
Dava como se fosse
Uma obra muito pia e santa

Assim terminam os anais
Do grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais

Alice Amaro e Linda Maria | Linda-a-Pastora e Linda-a-Velha

(Alice Amaro)
Na alegre mocidade
É que eu busco o meu fado
É que eu busco o meu fado

(Linda Maria)
E eu vivo da saudade
Dos tempos do passado
Dos tempos do passado

(Alice Amaro)
O sol da Primavera
Aquece os meus descantes
Aquece os meus descantes

(Linda Maria)
Voltar, voltar ai quem me dera
A ser o que era d'antes
A ser o que era d'antes

(Alice Amaro)
Sou Linda-a-Pastora
No meu rosto em flor
Trago a luz da aurora
Trago a luz da aurora
A palpitar de amor
De amor

(Linda Maria)
Eu sou Linda-a-Velha
Por se ver ainda
Que apesar de tão velhinha
Triste e pobrezinha
Também já fui linda

(Alice Amaro)
No meu frescor eterno
Eu sou eterno estilo
Eu sou eterno estilo

(Linda Maria)
E eu sou o triste Inverno
Que vive à neve e ao frio
Que vive à neve e ao frio

(Alice Amaro)
Eu vivo só de enganos
Num sonho cristalino
Num sonho cristalino

(Linda Maria)
Morrer, morrer de tantos anos
Será o meu destino
Será o meu destino

(Alice Amaro)
Sou Linda-a-pastora
No meu rosto em flor
Trago a luz da aurora
Trago a luz da aurora
A palpitar de amor
De amor

(Linda Maria)
Eu sou Linda-a-Velha
Por se ver ainda
Que apesar de tão velhinha
Triste e pobrezinha
Também já fui linda

(Ambas)
Sou Linda-a-pastora
No meu rosto em flor
Trago a luz da aurora
Trago a luz da aurora
A palpitar de amor
De amor

Eu sou Linda-a-Velha
Por se ver ainda
Que apesar de tão velhinha
Triste e pobrezinha
Também já fui linda

Emanuel Casimiro & Os Farilhões da Berlenga | Eu atropelei o Pai Natal

Na quadra Natalícia
não como bolo-rei
Prefiro leite creme
mas juro que não sou gay

Sou um homem a sério
e como leitão assado
Se não for muito tarde,
senão fico agoniado

Ía pela estrada..
Quando apareceu vindo do nada
Um velho de roupa encarnada
Guinei o carro e dei-lhe uma trolitada
(Guinou o carro e deu-lhe uma trolitada)

Tinha uma rena
que correu para seu lado
Seus olhos brilhavam
ao ver seu dono estendido

Parecia o bambi
no desenho animado
Cortei-lhe a cabeça
com um machado afiado

Ah, e os anóes...
A rebolar aos trambolhões
Pareciam ser milhões
Afinal era só um ou dois

Eu atropelei o Pai Natal
Mas por pouco nem lhe acertava
Tive que subir um passeio
Para lhe dar uma porrada
mesmo em cheio

Eu atropelei o Pai Natal
Projetei-o pelo ar uns metros
Há sempre algo que me anima
Quando o Natal se aproxima

Ai, o que é que eu fiz...
Se não o matei foi por um triz
Talvez ele não tenha visto
quem é que o atropelou
Talvez se levante e diga oh oh oh
(Talvez se levante e diga oh oh oh)

Agora o Pai Natal
já não desce pela chaminé
Está de baixa há um ano,
passa a vida no café

Vamos ter de comprar
os nossos próprios presentes
Também há o Jesus,
mas isso é só para os crentes

Ai o Jesus...
Que um dia nasceu em Belém
Esvaiu-se em sangue na cruz
Não pode entregar
prendas a ninguém

Eu atropelei o Pai Natal
Mas por pouco nem lhe acertava
Tive que subir um passeio
Para lhe dar uma porrada
mesmo em cheio

Eu atropelei o Pai Natal
Projetei-o pelo ar uns metros
Há sempre algo que me anima
Quando o natal se aproxima

Fausto | Os soldados de Baco

Estes vêm feros
E amotinados
Aqueles andam bravos
Muito acossados

Estes são mais grossos
Em algazarras
Os outros mais tamanhos
E estendem as garras

Os bandarras
(Os bailarinos)
Os baptizados
(Os babuínos)
Os levantados
(Os paladinos)
Todos provocam malditos aos gritos

E há um rapino de pulo
Escaramuçam larápios
(Bate bate sobre a terra sobre os céus)

Todos acodem a uma
Muzungos cafres e arábios
(Pega pega pelas almas pelos céus)

Uns sem lei nem costumes
Mostram as partes traseiras
(Bate bate sobre a terra sobre os céus)

E tanta gente responde
Mostram-te as partes grosseiras
(Pega pega pelas almas pelos céus)

Andam em roubos e desnudam
Os que vão derradeiros
(Bate bate sobre a terra sobre os céus)

Dão de focinhos no chão
Dados por golpes rasteiros
(Pega pega pelas almas pelos céus)

Vivem de muito as vidas na vida
Hão-de viver como soldados de Baco na terra
Nunca a paz é a paz toda enfeitada de guerra
(Enfeitada)
Como um qualquer Deus
Toda enfeitada de breu

Estes saltam brutos
Como bugias
Aqueles fazem cruas
Carniçarias

Esses muito indígenas
E carniceiros
Os outros sanguinários
Muito estrangeiros

Os quadrilheiros
(Os esgrimidos)
Os acossados
(Os carcomidos)
Os vergastados
(Os corrompidos)
Todos em sangue lavados aos brados

E alguns dão Santiago
Dão nos bons e nos maus
(Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor)

E todos enchem o ar
O céu de pedras e paus
(Mata! Esfola! Misericórdia Senhor)

Uns varados dos peitos
Do espinhaço à outra parte
(Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor)

Tantas cabeças ao talho
À força dos bacamartes
(Mata! Esfola! Misericórdia Senhor)

Vão fustigados os braços
As pernas e outros lugares
(Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor)

Dão nos contrários uivando
Golpes mortais aos milhares
(Mata! Esfola! Misericórdia Senhor)

Morrem de muitas mortes e à morte
Hão-de morrer como
Soldados de Baco na terra
Nunca a paz é a paz
Toda enfeitada de guerra
(Enfeitada)
Como um qualquer Deus
Toda enfeitada...

E alguns afrouxam calados
Cortados pelas gargantas
(Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor)

Todos vomitam de si
Chuvas de setas e lanças
(Mata! Esfola! Misericórdia Senhor)

Uns vão de crânios abertos
Com as medulas de fora
(Matas! Mato! Valha-nos Nosso Senhor)

Tantas ossadas e carnes
Que a lama engole e devora
(Mata! Esfola! Misericórdia Senhor)

Morrem de muitas mortes
E à morte
Hão-de morrer como
Soldados de Baco na terra
Nunca a paz é a paz
Toda enfeitada de guerra
(Enfeitada)
Como um qualquer Deus
Toda enfeitada de breu
Toda enfeitada de breu

Tony de Matos | Calmaria

Lembro cantigas antigas
Que marcam o tempo
Bocados da vida vivida
Bela como o vento

Guardem segredos de mim
Sonhos, vendavais
Ofereço, pelo amor de dar
Muito mais, sempre mais

E tranquilo
Conheço a diferença
Das coisas iguais

Cantar é muito mais que profissão
É dar a voz ao mundo por ter sentido
Que não é bom esperar pela solidão
Porque ela só aumenta o já sofrido

O vendaval ficou
E o que resta é a nau do meu amor
Que é melodia intemporal
É ter a alma em festa
Remando o dia de hoje em calmaria

Vivo a alegria profunda do vivo cantar
Em momentos que fazem amigos
Tão bons de lembrar
Brindando com eles à saúde
De toda uma vida
Afasto da minha memória
A dor e a ferida

E tranquilo
Festejo a vitória
Por mim conseguida

O vendaval ficou
E o que resta é a nau do meu amor
Que é melodia intemporal
É ter a alma em festa
Remando o dia de hoje em calmaria

Cantar é muito mais que profissão
É dar a voz ao mundo por ter sentido
Que não é bom esperar pela solidão
Porque ela só aumenta o já sofrido

...

Cantar é muito mais que profissão
É dar a voz ao mundo por ter sentido
Que não é bom esperar pela solidão
Porque ela só aumenta o já sofrido

Homens da Luta | E o povo, pá?

Dá-lhe, Falâncio, pá
(Tou-lhe a dar,pá)

Pois é camaradas, pá
Chegou a luta, pá, p'ra provar
que a cantiga ainda é uma arma, pá
E que deve e que pode reflectir
os anseios do proletariado nacional
nestas alturas de grande crise, pá

A luta vai meter a boca no megafone
p'ra explicar aqui nesta cantiga, pá
quais é que são os problemas
que realmente afectam a nação, pá
Então cá vai

É o desemprego, pá
Corrupção, pá
Endividamento, pá
A depressão, pá
O aquecimento, pá
A recessão, pá
E como se isto não bastasse
A reacção, pá

E os oprimidos, pá?
Os endividados, pá?
Os suprimidos, pá?
Os separados, pá?
Os desvalidos, pá?
Desalinhados, pá?
E os sem-abrigo,
Coitadinhos
dormem no chão, pá

E o povo, pá?
E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro p'ra
comprar um carro novo

E o povo, pá?
E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro p'ra
comprar um carro novo

São indigentes, pá
São insolventes, pá
São repetentes, pá
Delinquentes, pá
É só aumentos, pá
Despedimentos, pá
Aluimentos, pá
Desinvestimentos, pá
E os camponeses, pá?
E os professores, pá?
E os reformados, pá?
E os pescadores, pá?
E os subsídios, pá?
E os ordenados, pá?
E as dívidas e os
créditos mal parados, pá?

E o povo, pá?
E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro p'ra
comprar um carro novo

E o povo, pá?
E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro p'ra
comprar um carro novo

Ah pois quero, pá
O povo também quer Ferraris, pá
(Pois quer, pá)
O povo também quer Mazerattis
e Bentleys e Lamborghinis, pá
(Muito bem, pá)
Porque é que hão-de ser
só os jogadores da bola a ter, pá?
O povo também quer
o novo SLK 200 da Mercedes, pá
(Apoiado, pá)
O povo também quer
um BMW Z3, pá
(Ou um Z4, pá)
Aquele muita fino com os estofos
cremes em pele, pá,
e c'a manete das mudanças
em marfim, pá
(Eh, c'a bonito, pá)
O povo também quer
o novo Audi A8
com motor V12, pá
Gasta 35 litros aos 100,
mas dá a volta
a 270 na auto-estrada, pá
(É uma g'anda bomba, pá)
O povo também trabalha, pá

E o povo, pá?
E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro p'ra
comprar um carro novo

E o povo, pá?
E o povo, pá?
E o povo, pá?
Quero dinheiro p'ra
comprar um carro novo

Paulo Bragança | O farol (da cruz de sal)

Minh'alma está num farol
Meus olhos postos no mar
E além no sol, vai o teu olhar

Amargo sabor de sal
Amargo branco fatal
E além no sol, vai o nosso olhar

Sou um traço quebrado
Um losango partido
No mar esquecido

Serei cruz encravada
Em rocha salgada
Ao vento amarrado

...

Minh'alma é um estandarte
Que anseia por te encontrar
Pois faltas tu e o teu olhar

Lá vem mais um grande amor
Lá vem mais um temporal
Fica a dor nesta cruz de sal

Sou um traço quebrado
Um losango partido
No mar esquecido

Serei cruz encravada
Em rocha salgada
Ao vento amarrado

...

Lá vem mais um grande amor
Lá vem mais um temporal
Fica a dor nesta cruz de sal

...

Madalena Iglésias | Ele e ela

Sei quem ele é
Ele é bom rapaz
Um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais
Mais calor

Ela apareceu
E a beleza dela
Desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem
É feliz

Só pensa nela
A toda a hora
Sonha com ela
P'la noite fora
Chora por ela
Se ela não vem

Só fala dela
Cada momento
Vive com ela
No pensamento
Ele sem ela
Não é ninguém

Sei quem ele é
Ele é bom rapaz
Um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais
Mais calor

Ela apareceu
E a beleza dela
Desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem
É feliz

Só pensa nela
A toda a hora
Sonha com ela
P'la noite fora
Chora por ela
Se ela não vem

Só fala dela
Cada momento
Vive com ela
No pensamento
Ele sem ela
Não é ninguém

Ele sem ela
Não é ninguém
Ele sem ela
Não é ninguém
Ninguém
Ninguém

Marco Paulo | Susana

Não mereces os meus beijos
Nem as prendas que te dou
Maltrataste e desprezaste
Cada homem que te amou

Para amar-te como eu amo
Só um louco como eu sou

Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar

Eu bem sei que fazer gala
Em fingir que não me vês
Porque sabes que eu aceito
Qualquer esmola que me dês

Para amar-te como eu amo
Só um louco como eu sou

Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar
Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar

Não mereces os meus beijos
Nem as prendas que te dou
Maltrataste e desprezaste
Cada homem que te amou

Para amar-te como eu amo
Só um louco como eu sou

Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar

Oh, oh, oh...

Eu bem sei que fazer gala
Em fingir que não me vês
Porque sabes que eu aceito
Qualquer esmola que me dês

Para amar-te como eu amo
Só um louco como eu sou

Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar
Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar

Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar
Susana, Susana, Susana
Sou doido por te amar...

Ágata | Escrito no céu

(Está escrito no céu
(Que eu hei-de ser tua e tu serás meu)
(E que ninguém apaga o que Deus escreveu)
(E que ninguém apaga o que Deus escreveu)

Dizes que entre nós os dois
Há uma força estranha
E que temos almas gémeas
E sonho iguais
Tu mesmo sabendo que outro
Tem a minha cama
Dizes que me amas
Ai, cada vez mais

Dizes que nossos caminhos
Eram paralelos
Mas que estava destinado
Irem-se encontrar
E que é tempo de acertarmos
Os amores trocados
Pois é lado a lado
Que devemos estar

Puseste meu coração
Meio dividido
Um lado está contigo
E outro não quer estar

Está escrito no céu
Que eu hei-de ser tua e tu serás meu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu

Está escrito no céu
O meu nome junto, juntinho do teu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu
Tu dizes que está escrito
Está escrito no céu
Está escrito no céu

Dizes que sou o que falta
P'ra ficar completa
Tua vida, tua obra e tua missão
E mesmo sabendo que outro
Me tem cem por cento
Tu dizes que o tempo
Te vai dar razão

Que eu hei-de ir ao teu encontro
Por telepatia
E eu vejo que a certeza
Mora em teu olhar
E quer seja por encanto
Ou seja por magia
Sinto que do outro
Me estou a afastar

E meu peito pouco a pouco
Está sucumbindo
Um lado está contigo
E outro quase está

Está escrito no céu
Que eu hei-de ser tua e tu serás meu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu

Está escrito no céu
O meu nome junto, juntinho do teu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu
Tu dizes que está escrito
Está escrito no céu
Está escrito no céu

Dizes todas estas coisas
Tão naturalmente
Tão certo que um grande amor
Nos irá juntar
Mesmo sabendo que o outro
Já tudo pressente
E vai fazer tudo
P'ra me reconquistar

Tu bem tens essa certeza
Que tanto me inquieta
Mas que me desperta
Vontade de te amar

Está escrito no céu
Que eu hei-de ser tua e tu serás meu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu

Está escrito no céu
O meu nome junto, juntinho do teu
E que ninguém apaga o que Deus escreveu
Tu dizes que está escrito
Está escrito no céu...

Madredeus | Alfama

Agora
Que lembro
As horas ao longo do tempo

Desejo
Voltar
Voltar a ti, desejo-te encontrar

Esquecida
Em cada dia que passa
Nunca mais revi a graça
Dos teus olhos que eu amei

Má sorte
Foi amor que não retive
E se calhar distraí-me
Qualquer coisa que encontrei

...

Esquecida
Em cada dia que passa
Nunca mais revi a graça
Dos teus olhos que eu amei

Má sorte
Foi amor que não retive
E se calhar distraí-me
Qualquer coisa que encontrei

Entre Aspas | Perfume

Esse perfume me persegue
Quente, forte e subtil
Passeia por mim livremente
Como se fosse gentil

Se me aperece de repente
Inspiro-o profundamente
Para desvendá-lo
Para decifrá-lo
Queria agarrá-lo

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

P'ra não fugir
P'ra não fugir
P'ra não fugir
P'ra não fugir

...

Mas ele insiste, ele insiste
Brinca comigo devagar
Leva-me à minha memória
Convida-me a divagar

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

P'ra não fugir
P'ra não fugir
P'ra não fugir
P'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Queria agarrá-lo
Metê-lo no meu frasco
Fechá-lo bem p'ra não fugir

Alexandra | Até amanhecer

Fecha a porta dos teus braços
Abre a luz do meu olhar
Abre as asas do meu sonho, amor
Deixa o teu corpo voar

Fecha a porta do meu medo
Abre a luz do meu desejo
Abre as janelas do sonho, amor
Em segredo dá-me um beijo

Faz desta loucura
A noite mais eterna de ternura
Ajuda-me a encontrar-te e a perder
O medo de acordar e não te ver

Ajuda-me a fazer deste segundo
A hora mais eterna deste mundo
Depois adormecer contigo aqui
No sonho mais profundo que dormi
Até amanhecer...

Fecha a porta do meu quarto
Abre a luz do meu prazer
Abre as janelas do tempo, amor
Fica até amanhecer

Faz desta loucura
A noite mais eterna de ternura
Ajuda-me a encontrar-te e a perder
O medo de acordar e não te ver
Até amanhecer...

Faz desta loucura
A noite mais eterna de ternura
Ajuda-me a encontrar-te e a perder
O medo de acordar e não te ver

Ajuda-me a fazer deste segundo
A hora mais eterna deste mundo
Depois adormecer contigo aqui
No sonho mais profundo que dormi
Até amanhecer...

Heróis do Mar | Paixão

Jurei ser eu
O teu luar
Brilhar, só eu
No teu olhar

Paixão, paixão
Não vais fugir de mim
Serás paixão
Até ao fim

Paixão, paixão
Não vais fugir de mim
Serás paixão
Até ao fim

Oh, por favor
Vá lá, sorri
Dou-te esta flor
Um beijo a ti

Paixão, paixão
Não vais fugir de mim
Serás paixão
Até ao fim

Paixão, paixão
Não vais fugir de mim
Serás paixão
Até ao fim

Paixão, paixão
Não vais fugir de mim
Serás paixão
Até ao fim...

Cebola Mol | Os meus irmões baterem-me

Aaaaaah...

E vierem os mês irmões de França
E todos a mandarem-me pedras
E a fugirem atrás de mim em roulottes
Para me baterem-me de propósito
Porque eu ser um cigano
Que não fazera as coisas como deve de ser

Aaaaaah...

E ser uma desgraça para toda a raça cigana
E os mês primos gozarem comigo quando eu ía na rua
E depois amandarem-me com pedras
E fazerem mal ao mês sobrinhos
E aos meus irmões e aos mês cães

Aaaaaaah
Sou tão cigaaaano

E depois virem os mês tios e o os mês primos
Armados com caçadeiras e com fisgas
E amandarem-me com pedras
E todos os mês irmões e mês primos darem-me porrada
E amandarem-me com a cabeça p'ás poças
Por eu ser uma vergonha para toda a raça cigana

Aaaaaaah...
Porque é que os meus irmões me baterem-me?

Aaaaaaah...
Olé!

Ágata | Maldito amor

Maldito amor que me enlouqueces
Às vezes parece que fazes bruxedo
Pois é tão grande o sentimento
Que sinto cá dentro, te amo com medo

Maldito amor que já não queria
Fizeste magia e agora receio
Sofrer mais outro desengano
Não sei se te amo mais do que te odeio

Bendita hora que tu deixaste a minha vida
Pois era a separação a única saida
Porque p'ra mim um mais um são dois e não são três
Bendita a hora que tu foste embora de vez

Maldito dia que eu te deixei regressar
A cicatriz mal se via e agora vão voltar
As noites de insonia, de espera de pura maldição
Maldito dia em que eu abri outra excepção

Maldito amor que me enlouqueces
Às vezes parece que fazes bruxedo
Pois é tão grande o sentimento
Que sinto cá dentro, te amo com medo

Maldito amor que já não queria
Fizeste magia e agora receio
Sofrer mais outro desengano
Não sei se te amo mais do que te odeio

Bendita hora que nós achámos solução
Não se podia viver num clima de traição
Nessa mentira cortante que nos ía matando
Nessa dúvida constante que nos foi separando

Maldito dia que eu não quis ver a verdade
E pensei que tu voltavas de livre vontade
Vieste porque outro alguém te fez o mesmo a ti
Maldito dia que eu te deixei voltar pra mim

Maldito amor que me enlouqueces
Às vezes parece que fazes bruxedo
Pois é tão grande o sentimento
Que sinto cá dentro, te amo com medo

Maldito amor que já não queria
Fizeste magia e agora receio
Sofrer mais outro desengano
Não sei se te amo mais do que te odeio

Tayti | Mexe o tutu

Tu-tu-tu-tu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Tu-tu-tu-tu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Tu-tu-tu-tu

Se queres dançar comigo
Esta dança bem moderna
Mexe o tutu

Abaixo do umbigo
Dá à anca, dá à perna
Mexe o tutu

Faz o que eu te digo
Logo vês que vale a pena
E não faz mal nenhum

Agora mexe o tutuzinho
E bem mexidinho
Mexe o tutuzinho
No compasso da canção

Agora mexe o tutuzinho
E bem mexidinho
Mexe o tutuzinho
Como diz este refrão

Tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu

Tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Tu-tu-tu-tu

Salta para a pista
Não sejas envergonhado
Mexe o tutu

Vê se me conquistas
Com o teu bamboleado
Mexe o tutu

Faz como eu te digo
Vais ver que dá resultado
E não faz mal nenhum

Agora mexe o tutuzinho
E bem mexidinho
Mexe o tutuzinho
No compasso da canção

Agora mexe o tutuzinho
E bem mexidinho
Mexe o tutuzinho
Como diz este refrão

Tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu

Tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Tu-tu-tu-tu

...

Mexe o tutuzinho
E bem mexidinho
Mexe o tutuzinho
No compasso da canção

Agora mexe o tutuzinho
E bem mexidinho
Mexe o tutuzinho
Como diz este refrão

Tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu

Tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu
Tu-tu tu-tu-tu-tu
Mexe o tutu...

Herman José | És tão boa

És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa

Teus olhos são pecado
Teu rosto enfeitiçado
De tanto e aveludado brilho

Sorriso de arlequim
Com dentes de marfim
Deus fez-te boa assim com'ó milho

O teu sabor a mel
O cheiro dessa pele
Causa inevitável sarilho

Viver sem ti dá stress
Toda a gente se esquece
fazia-te, se pudesse, um filho

És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa

...

És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa

Teus olhos são pecado
Teu rosto enfeitiçado
De tanto e aveludado brilho

Sorriso de arlequim
Com dentes de marfim
Deus fez-te boa assim com'ó milho

O teu sabor a mel
O cheiro dessa pele
Causa inevitável sarilho

Viver sem ti dá stress
Toda a gente se esquece
fazia-te, se pudesse, um filho

És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa

És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa
És tão boa, és tão boa

Ana Faria | Canção do Luís

O Luisinho quer passear
Desde manhã até ao deitar
Quer ir a Roma, Madrid e Berna
Londres, Bruxelas, Bona e Viena

Não pode ir a todas as capitais
Tem que escolher a que gosta mais
O Luís, o Luís quer ir a Paris
O Luís, o Luís quer ir a Paris

Um dia o pai fez-lhe a vontade
Quando achou que ele já tinha idade
Foi a Paris, andou pelas pontes
Jardins e praças, estatuas e fontes

Visitou Mont Mapfre e St. Michel
Subiu ao cimo da Torre Eiffel
O Luís, o Luís já foi a Paris
O Luís, o Luís já foi a Paris

Quando saíu do Eliseu
Foi ver o Louvre que é um museu
Estava a Geoconda Numa moldura
Ria sem mostrar a dentadura

O Luís contou-lhe uma piada
A Geoconda riu à gargalhada
O Luís, o Luís já foi a Paris
O Luís, o Luís já foi a Paris

Estava com sede no bar do teatro
Pediu um chá, trouxeram-lhe um gato
O pai desse: filho, para a outra vez
Antes de vires, aprendes Francês

Remédio santo, quando tem lição
O Luisinho já dá atenção
O Luís, o Luís já foi a Paris
O Luís, o Luís já foi a Paris