La la la

Essa bola vai rolar
O mundo é um tapete verde
Quando a bola chega lá
Coração fica na rede,
Na rede, na rede
Ola, ola!

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Leggo (4x)

Feel how the planet
become one
Beats like a drum
to the same rhythm

Hear the whistle
kick the ball
The entire world
soars like an eagle

In Rio we play
like we dance
Only today
there's no tomorrow

Leave all behind
in this place
There's no space
for fear or sorrow

Is it true that you want it?
Then act like you mean it
With everyone watching
It's truth or dare, can you feel it?

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Leggo (2x)

You have arrived
it's the place
No more doubts
the time is coming

Feel how the planet
become one
Like a drum
destiny's calling

German, Colombians
Spanish and French
Off the bench
you gotta own it

Down here we play
like we dance
It's Brazil
and now you know it

Is it true that you want it?
Then act like you mean it
With everyone watching
It's truth or dare, can you feel it?

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Is it true that you want it?
Then act like you mean it
With everyone watching
It's truth or dare, can you feel it?

La la la la la (6x)
La!
I dare you

Leggo (4x)

Fausto | O romance de Diogo Soares

Diogo Soares
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais

Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencedo e lutando
Por quem paga mais

Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais

Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais

Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim

E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim

Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais

E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais

Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:

"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim"

O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto

Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto

"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado

Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado"

Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustada
Tremendo

E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego

A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo

E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego:

"Ó gentes Ó gentes
Saí como raios
Na ira das chuvas
Na ventania do açoite

E o fogo consuma
Seus últimos dias
E lhe despedace
As carnes no meio da noite"

Em menos de um credo
Numa grande grita
P'lo amor dos aflitos
Juntou-se ao velho o povo inteiro

Com tamanho furor
E sede de vingança
Arrastaram-no preso
Diogo Soares ao terreiro

E o povo a clamar
Que a sua veia seja
Tão vazia de sangue
De quanto está o inferno cheio

E subiu ao cadafalso
Cada degrau beijou
Murmurando baixinho
O nome de Jesus a meio

Seu filho Baltasar Soares
Que vinha de casa
O qual vendo assim
Levar seu pai

Lançou-se aos seus pés a chorar
E por largo tempo abraçados
No abraço dos mortais

"Senhor porque vos levam
Cruéis e vingativos
Senhor porque vos batem
E porque vos matam medonhos?"

"Pergunta-o aos meus pecados
Que eles to dirão
Que eu vou já de maneira
Que tudo me parece um sonho"

E foram tantas pedras
Sobre o padacente
Que este morreu bramindo
O rosário dos seus pecados

Ensopado na baba
Do ódio dos homens
Escuma animal
De todos os cães esfaimados

As crianças e os moços
Trouxeram seu corpo
Sem vida pelas ruas
Arrastado pela garganta

E a gente dava esmola
Oferecida aos meninos
Dava como se fosse
Uma obra muito pia e santa

Assim terminam os anais
Do grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais

Alice Amaro e Linda Maria | Linda-a-Pastora e Linda-a-Velha

(Alice Amaro)
Na alegre mocidade
É que eu busco o meu fado
É que eu busco o meu fado

(Linda Maria)
E eu vivo da saudade
Dos tempos do passado
Dos tempos do passado

(Alice Amaro)
O sol da Primavera
Aquece os meus descantes
Aquece os meus descantes

(Linda Maria)
Voltar, voltar ai quem me dera
A ser o que era d'antes
A ser o que era d'antes

(Alice Amaro)
Sou Linda-a-Pastora
No meu rosto em flor
Trago a luz da aurora
Trago a luz da aurora
A palpitar de amor
De amor

(Linda Maria)
Eu sou Linda-a-Velha
Por se ver ainda
Que apesar de tão velhinha
Triste e pobrezinha
Também já fui linda

(Alice Amaro)
No meu frescor eterno
Eu sou eterno estilo
Eu sou eterno estilo

(Linda Maria)
E eu sou o triste Inverno
Que vive à neve e ao frio
Que vive à neve e ao frio

(Alice Amaro)
Eu vivo só de enganos
Num sonho cristalino
Num sonho cristalino

(Linda Maria)
Morrer, morrer de tantos anos
Será o meu destino
Será o meu destino

(Alice Amaro)
Sou Linda-a-pastora
No meu rosto em flor
Trago a luz da aurora
Trago a luz da aurora
A palpitar de amor
De amor

(Linda Maria)
Eu sou Linda-a-Velha
Por se ver ainda
Que apesar de tão velhinha
Triste e pobrezinha
Também já fui linda

(Ambas)
Sou Linda-a-pastora
No meu rosto em flor
Trago a luz da aurora
Trago a luz da aurora
A palpitar de amor
De amor

Eu sou Linda-a-Velha
Por se ver ainda
Que apesar de tão velhinha
Triste e pobrezinha
Também já fui linda