Emanuel Casimiro & Os Farilhões da Berlenga | Eu atropelei o Pai Natal

Na quadra Natalícia
não como bolo-rei
Prefiro leite creme
mas juro que não sou gay

Sou um homem a sério
e como leitão assado
Se não for muito tarde,
senão fico agoniado

Ía pela estrada..
Quando apareceu vindo do nada
Um velho de roupa encarnada
Guinei o carro e dei-lhe uma trolitada
(Guinou o carro e deu-lhe uma trolitada)

Tinha uma rena
que correu para seu lado
Seus olhos brilhavam
ao ver seu dono estendido

Parecia o bambi
no desenho animado
Cortei-lhe a cabeça
com um machado afiado

Ah, e os anóes...
A rebolar aos trambolhões
Pareciam ser milhões
Afinal era só um ou dois

Eu atropelei o Pai Natal
Mas por pouco nem lhe acertava
Tive que subir um passeio
Para lhe dar uma porrada
mesmo em cheio

Eu atropelei o Pai Natal
Projetei-o pelo ar uns metros
Há sempre algo que me anima
Quando o Natal se aproxima

Ai, o que é que eu fiz...
Se não o matei foi por um triz
Talvez ele não tenha visto
quem é que o atropelou
Talvez se levante e diga oh oh oh
(Talvez se levante e diga oh oh oh)

Agora o Pai Natal
já não desce pela chaminé
Está de baixa há um ano,
passa a vida no café

Vamos ter de comprar
os nossos próprios presentes
Também há o Jesus,
mas isso é só para os crentes

Ai o Jesus...
Que um dia nasceu em Belém
Esvaiu-se em sangue na cruz
Não pode entregar
prendas a ninguém

Eu atropelei o Pai Natal
Mas por pouco nem lhe acertava
Tive que subir um passeio
Para lhe dar uma porrada
mesmo em cheio

Eu atropelei o Pai Natal
Projetei-o pelo ar uns metros
Há sempre algo que me anima
Quando o natal se aproxima

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