Toranja | Laços

Título: Laços
Intérprete: Toranja
Álbum: Segundo
Ano: 2005
 
 
Andamos em voltas rectas
Na mesma esfera
Onde ao menos nos vemos
Porque o fumo passou

A chuva no chão revela
Os olhos por trás
Há que levar o restolho
Do que o tempo queimou

Tens fios de mais
A prender-te as cordas
Mas podes vir amanhã
Acreditar no mesmo deus

Tens riscos de mais
A estragar-me o quadro
Se queres vir amanhã
Acreditar no mesmo Deus

Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços

Andamos em voltas rectas
Na mesma esfera
Mas podes vir amanhã
Se queres vir amanhã
Podes vir amanhã

Tens riscos de mais
A estragar-me a pedra
Mas se vieres sem corpo
À procura de luz

Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços

Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor
Devolve-me os laços, meu amor

Meu amor...
Meu amor...
Meu amor...
 

Rui Veloso | Não me mintas

Título: Não me mintas
Intérprete: Rui Veloso
Álbum: O melhor de Rui Veloso
Ano: 2000
 
 
Eu queria unir as pedras desavindas
Escoras do meu mundo movediço
Aquelas duas pedras perfeitas e lindas
Das quais eu nasci forte e inteiriço

Eu queria ter amarra nesse cais
Para quando o mar ameaça a minha proa
E queria vencer todos os vendavais
Que se erguem quando o diabo se assoa

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais

Conta-me os teus truques e fintas
Será que os "Nikes" fazem voar
Diz-me o que sabes e não me mintas
Ao menos em ti posso confiar

Agora diz-me agora o que aprendeste
De tanto saltar muros e fronteiras
Olha para mim e vê como cresceste
Com a força bruta das trepadeiras

Põe aqui a mão, sente o deserto
Cheio de culpas que não são minhas
E ainda que nada à volta bata certo
Juro ganhar o jogo sem espinhas

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais
 

José Malhoa | Ai morena

Título: Ai morena
Intérprete: José Malhoa
Álbum: ?
Ano: ?
 
 
Quando passas, monrenita, pela rua
Fico louco de desejo, fico louco de paixão
Eu quero que sejas minha
Ai não me digas que não
Eu quero que sejas minha
Ai não me digas que não

O teu jeito me conquista
Nos teus olhos eu me perco
O teu jeito me conquista
Nos teus olhos eu me perco

Eu quero-te morenita
(P'ra toda a vida, de ti estar perto)
Eu quero-te morenita
(P'ra toda a vida, de ti estar perto)

Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)
Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)

Ai morena porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)
Morenita porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)

Uhbá!

É tão grande esta loucura de querer
Ter os teus cabelos enlaçados no meu corpo
Mas tu passas sem me ver
Nem olhas p'ra mim um pouco
Mas tu passas sem me ver
Nem olhas p'ra mim um pouco

Uhbá!
Yabéh!

Ai mulher se tu quisesses
Nem sabes o que eu fazia
Ai mulher se tu quisesses
Nem sabes o que eu fazia

Bastava que tu disseses
(P'ra ir contigo, eu logo ía)
Bastava que tu disseses
(P'ra ir contigo, eu logo ía)

Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)
Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)

Ai morena porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)
Morenita porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)

Quando passas, monrenita,pela rua
Fico louco de desejo, fico louco de paixão
Eu quero que sejas minha
Ai não me digas que não
Eu quero que sejas minha
Ai não me digas que não

Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)
Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)

Ai morena porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)
Morenita porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)

Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)
Vou contigo morena, vou
(P'ra onde, quando quiseres)

Ai morena porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)
Morenita porque não me levas
(Porque é que tu não me queres)
 

Carlos Paião | Versos de amor

Título: Versos de amor
Intérprete: Carlos Paião
Álbum: Versos de amor (single)
Ano: 1985
 
 
Às onze e meia, saíu para a rua
Com o seu fato domingueiro
Dormindo a aldeia, brilhando a lua,
Num céu de estrelas conselheiro

Coração quente, firme e demente
À sua porta então chamou
E abriu-se a janela e só para ela
Triste, cantou

Versos de amor
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo
A sonhar quase a medo um viver tentador

A sua vida por uns versos de amor
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura
O silêncio murmura uma história de amor

A noite imensa foi mais rainha
Quando uma lágrima caiu
Na recompensa, o amor que tinha
Ela também chorou, sorriu

Foi tão bonito, tinham-lhe dito
Que amar às vezes faz doer
Mas a dor que sentia
Não lhe doía, dava prazer

Versos de amor
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo
A sonhar quase a medo um viver tentador

A sua vida por uns versos de amor
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura
O silêncio murmura uma história de amor

Na mais terna amargura
O silêncio murmura uma história de amor
 

Ágata | Perfume de mulher

Título: Perfume de mulher
Intérprete: Ágata
Álbum: Perfume de mulher
Ano: 1994
 
 
Eu já desconfiava
Quando tu chegavas tarde p'ra jantar
E, sem qualquer conversa,
Dizias depressa, estive a trabalhar

Tu sentavas-te à mesa
E com safadeza mentias p'ra mim
E eu áa no teu jogo e punha as mãos no fogo
E não era assim

Por isso sai, sai da minha vida
Vai, não quero sofrer
Sai, que eu morro de ciúme
Ai desse perfume da outra mulher

Por isso sai, sai da minha vida
Vai, não te quero ver
Sai, sem nenhum queixume
E leva o perfume da outra mulher


E os telefonemas
Cartas e poemas que eu também vi
E aquele retrato
Que ao limpar teu fato, ai eu descobri

Sim, os sonhos agitados
Que tinhas a meu lado dizendo sem fim
O nome de quem tu amavas
Por ela chamavas mesmo ao pé de mim

Por isso sai, sai da minha vida
Vai, não quero sofrer
Sai, que eu morro de ciúme
Ai desse perfume da outra mulher

Por isso sai, sai da minha vida
Vai, não te quero ver
Sai, sem nenhum queixume
E leva o perfume da outra mulher

Eu já sabia tudo
Mas tu lá no fundo pensavas que não
Nem sequer disfarçavas
As marcas deixadas, no teu jaquetão

Sim, as madeixas negras
Que hoje ainda negas, mas que eu te digo
Que são, são da mesma dona
Desse novo aroma que trazes contigo

Por isso sai, sai da minha vida
Vai, não quero sofrer
Sai, que eu morro de ciúme
Ai desse perfume da outra mulher

Por isso sai, sai da minha vida
Vai, não te quero ver
Sai, sem nenhum queixume
E leva o perfume da outra mulher

E leva o perfume da outra mulher
Por Isso sai...
 

Este "Perfume de mulher" de 1994 foi o tema que tornou Ágata no fenómeno de popularidade que é ainda hoje. Sim, o aNãO gosta da Ágata...

Taxi | Cairo

Título: Cairo
Intérprete: Taxi
Álbum: Cairo
Ano: 1982
 
 
Ponto de passagem
Cidade internacional
Os espiões vão de viagem
Joga-se o xadrez mundial
 
Aaah, tudo é diferente
Aaah, no Cairo quente
 
Desfilar de presidentes
Diplomatas enluvados
Todos querem noites quentes
E não ficarem queimados
 
Aaah, tudo é diferente
Aaah, no Cairo quente
 
Cairo
Distante Cairo
Excitante Cairo
Apaixonante
 
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
 
Capitão do mistério
Terra de aventureiros
Já ninguém parece sério
É um local de guerrilheiros
  
Aaah, tudo é diferente
Aaah, no Cairo quente
 
Cairo
Distante Cairo
Excitante Cairo
Apaixonante
 
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
 
Ponto de passagem
Cidade internacional
Os espiões vão de viagem
Joga-se o xadrez mundial
 
Aaah, tudo é diferente
Aaah, no Cairo quente
 
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
 
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
 
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
 
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante...
 

Tema inesquecível que deu nome ao segundo álbum desta magnifica banda do Porto tão popular nos anos 80.

Vários Artistas | Mãe querida

Título: Mãe querida
Intérprete: Vários Artistas
Álbum: Mãe querida
Ano: 1996
 
 
Mãe querida, mãe querida
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe

Feliz de quem possa dizer
Que tem ainda quem lhe deu o ser
Feliz de quem possa contar
Com o seu regaço p'ra se aconchegar

Graças a Deus que tenho ainda
Carinhos teus minha mãe querida
O teu consolo, compreensão
Tuas palavras cheias de razão

Mãe querida, mãe querida
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe

Mãe querida, mãe querida
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe

Dia da mãe devia ser
Todos os dias sem ninguém esquecer
Santa mãezinha, nossa alegria
Abençoado o teu nome Maria

Nunca na vida por coisa alguma
Eu vou esquecer que mãe há só uma
Feliz de quem possa dizer
Que ainda tem quem o viu nascer

Mãe querida, mãe querida
(Mãe querida)
O melhor que a gente tem
(Que a gente tem)
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe
(Minha santa mãe)

Mãe querida, mãe querida
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe

Mãe querida, mãe querida
(Minha mãe querida)
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
(Outro amor na vida)
Igual ao amor de mãe

Mãe querida, mãe querida
(Mãe querida, querida mãe)
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe

Mãe querida, mãe querida
O melhor que a gente tem
Não há outro amor na vida
Igual ao amor de mãe...
 

Para todas as mães do mundo...

Sérgio Borges | Onde vais rio que eu canto

Título: Onde vais rio que eu canto
Intérprete: Sérgio Borges
Álbum: -
Ano: 1970
 
 
Onde vais rio que eu canto
Quero ver teu novo norte
Há no cais p’ra onde vais
Mãos de vida não de morte

Vai no mar barco à vela
Vai de paz se abastecer
Mais além, barco veleiro
Flor da vida vai colher

Onde vais rio que eu canto
Nova luz já te alumia
Lá no cais p’ra onde vais
Nasce amor dia após dia

Voa voa ó gavião
Sobre o mar de teu senhor 
Que no cais p'ra onde vais
Não há raiva, mas amor

Vai no mar barco à vela
Vai de paz se abastecer
Mais além, barco veleiro
Flor da vida vai colher

Onde vais rio que o canto
Nova luz já te alumia
Lá no cais p’ra onde vais
Nasce amor dia após dia

Onde vais rio que o canto
Nova luz já te alumia
Lá no cais p’ra onde vais
Nasce amor dia após dia...
 

Sérgio Borges venceu o Festival RTP da Canção em 1970, mas nunca chegou a representar Portugal na Eurovisão. Aliás, o Festival da RTP realizou-se depois do Festival da Eurovisão. Nesse ano, Portugal não participou, tal como vários outros países, como medida de protesto contra os critérios de natureza política que estiveram por trás da selecção da canção vencedora no ano anterior, onde Portugal supostamente teria ganho o Festival, com a "Desfolhada" da Simone, se não fosse uma ditadura, e onde a vitória acabou por ser dividida por 4 países (França, Espanha, Reino Unido e Holanda) por não haver um sistema de desempate pré-definido. A situação chegou ao cúmulo de, na hora de entregar os prémios, não haver medalhas para todos... Esta situação levou à revisão das regras e dos sistemas de votação no Festival da Eurovisão.

Quinta do Bill | Voa

Título: Voa
Intérprete: Quinta do Bill
Álbum: Dias de cumplicidade
Ano: 1998
 
 
Sou mal amado, mas sei amar
O que tu tens para me dar
Trago na boca o coração
Presos nos versos desta canção

Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa
Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa

Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa
Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa

Ainda agora aqui cheguei
E mil mulheres eu já amei
Mas o destino não é ficar
E parto em busca de outro lugar

Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa
Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa

Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa
Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa

Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa

Sinto-me tão leve que não posso acreditar
Voa voa voa

Na na na na na...

Voa, voa, voa
 

Os "Quinta do Bill" são uma das melhores bandas portuguesas. Embora muitas vezes esquecidos, a sua música melódica e ritmada não deixa ninguém indiferente. Este é, a meu ver, um dos seus melhores temas.

MAU | Prick (I am)

Título: Prick (I am)
Intérprete: MAU
Álbum: MAU, Man And Unable
Ano: 2006
 
 
Hey pretty baby won't you come with me?
'Cause I got something different
That you wanna see
'Cause I want you
Yeah, I want you

Hey pretty lady won't you dance with me?
'Cause I got something cool
That you wanna feel
'Cause I want you
Yeah, I want you

I wanna do it like this
I wanna do it like that
I wanna do it over here
I wanna do it over there
'Cause I love you
Or maybe I just wanna fuck you

I wanna do it like this
I wanna do it like that
I wanna do it over here
I wanna do it over there
'Cause I love you
Or maybe I just wanna fuck you

'Cause I'm feeling like this
Yes I'm feeling like this
'Cause I'm feeling like a motherfucker baby
I'm feeling like a motherfucker
Yes I'm feeling like this
Yes I'm feeling like this

'Cause I'm feeling like a made fucker a baby
I'm feeling like a made fucker
Yes I'm feeling like

Hey pretty baby won't you come with me?
'Cause I got something different
That you wanna see
'Cause I want you
Yeah, I want you

I wanna do it like this
I wanna do it like that
I wanna do it over here
I wanna do it over there
'Cause I love you
Or maybe I just wanna fuck you

'Cause I'm feeling like this
Yes I'm feeling like this
'Cause I'm feeling like a motherfucker baby
I'm feeling like a motherfucker
Yes I'm feeling like this
'Cause I'm feeling like this

'Cause I'm feeling like a made fucker a baby
I'm feeling like a made fucker
Yes I'm feeling like...
 

Tema do 1º álbum dos mau, de 2006, popularizado pelo seu videoclip protagonizado por um coelhinho bastante descarado e que não deixa escapar nada...

Ornatos Violeta | Ouvi dizer

Título: Ouvi dizer
Intérprete: Ornatos Violeta
Álbum: O monstro precisa de amigos
Ano: 1999
 
 
Ouvi dizer que o nosso amor acabou
Pois eu nao tive a noção do seu fim
Pelo que eu ja tentei 
Eu não vou vê-lo em mim
Se eu não tive a noção de ver nascer o homem

E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as páginas 
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido

Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu não fui
Um dia vou-te ouvir dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Sei que um dia vais dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doenca
Quando nele julgamos ver a nossa cura
 

Mais um fantástico tema do incrível álbum "O monstro precisa de amigos", este com a colaboração de Vitor Espadinha.

Vitorino | Alentejanas e amorosas

Título: Alentejanas e amorosas
Intérprete: Vitorino
Álbum: Alentejanas e amorosas
Ano: 2002
 
 
O alentejo é uma terra
Cheia de moças airosas
Pr’a passear à tardinha
Alentejanas e amorosas

O alentejo é uma cantiga
Com quadras das mais formosas
Cantemos à desgarrada
Alentejanas e amorosas

O alentejo é um jardim
Plantado de flores vistosas
Do malmequer ao jasmim
Alentejanas e amorosas

O alentejo é uma tristeza
Suas canções dolorosas
Pr’a cantar á despedida
Alentejanas e amorosas

O alentejo é um encanto
Uma braçada de rosas
Vou bailar com meus amores
Alentejanas e amorosas

As cantigas e as mulheres
É bom que sejam mimosas
Pr’a ficarem no sentido
Alentejanas e amorosas
 

Sérgio Godinho | Lisboa que amanhece

Título: Lisboa que amanhece
Intérprete: Sérgio Godinho
Álbum: Na vida real
Ano: 1987
 
 
Cansados vão os corpos para casa
Dos ritmos imitados de outra dança
A noite finge ser
Ainda uma criança
De olhos na lua
Com a sua
Cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
São da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
Amou como se fosse
A mais indefesa
Princesa
Que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
À noite é prisioneiro dos olhares
Ao cais dos miradouros
Vão chegando dos bares
Os navegantes
Amantes
Das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
Que as dádivas da noite são eternas
Mal chega a madrugada
Tem que rapar as pernas
Para que o dia
Não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

Em sonhos, é sabido, não se morre
Aliás essa é a única vantagem
De, após o vão trabalho
O povo ir de viagem
Ao sono fundo
Fecundo
Em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
Espreitando pela fresta a ver se é dia
A esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido 
Ruído
Que a noite o que é bem dela transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece
 

Versão original do tema "Lisboa que amanhece", incluída no álbum "Na vida real" de 1987.

 
Título: Lisboa que amanhece
Intérprete: Sérgio Godinho
Álbum: Noites passadas
Ano: 1995
 
 
Cansados vão os corpos para casa
Dos ritmos imitados de outra dança
A noite finge ser
Ainda uma criança
De olhos na lua
Com a sua
Cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
São da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
Amou como se fosse
A mais indefesa
Princesa
Que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
À noite é prisioneiro dos olhares
Ao cais dos miradouros
Vão chegando dos bares
Os navegantes
Amantes
Das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
Que as dádivas da noite são eternas
Mal chega a madrugada
Tem que rapar as pernas
Para que o dia
Não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

Em sonhos, é sabido, não se morre
Aliás essa é a única vantagem
De, após o vão trabalho
O povo ir de viagem
Ao sono fundo
Fecundo
Em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
Espreitando pela fresta a ver se é dia
A esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido 
Ruído
Que a noite a seu costume transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo
Por sobre o Tejo
E já tudo pode ser
Tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece
 

Em 1995, Sérgio Godinho lança o álbum ao vivo "Noites passadas", onde interpretava o tema sózinho apenas com guitarra, numa versão idêntica à do vídeo apresentado, gravado, igualmente ao vivo, num programa de TV do mesmo ano.